Publicado por: Thiago Césare | agosto 10, 2011

Primeira parada: Garopaba

O Nordeste do Sul

Estamos em Garopaba, litoral de Santa Catarina, a 90km ao sul de Florianópolis e a 1.800km de nosso ponto de partida, Brasília. E estar na Região Sul do Brasil significa invariavelmente tirar a poeira dos casacos com o vento e a chuva gélida do clima subtropical. A Serra do Mar e o que resiste da Mata Atlântica formam a paisagem de fundo, enquanto uma planície arenosa e o que resiste de sua restinga abrigam os seres humanos, suas ruas, casas, animais e tudo o mais. A atmosfera rural ainda resiste, com pequenos sítios aqui e ali, além, de vacas e outros ruminantes amarrados em terrenos não cercados.

Os pescadores mantém a atmosfera de vila (e o cheiro de peixe) no ar

Segundo consta, índios tupis-guaranis xavantes e tribos canibais andavam por aqui quando os açorianos chegaram em 1666. Pelos três séculos seguintes, o local se resumiu a uma pequena e tranqüila vila de pescadores. Em 1961, emancipou-se de Palhoça, cidade mais ao norte, para tornar-se município. E, no início da década de 1970, chegaram os hippies, surfistas e turistas urbanos e trouxeram o progresso.

Mas, justiça seja feita, Garopaba mantém certa integridade diante dos Reais da indústria imobiliária. Não há um prédio sequer, e se não há é porque existe um plano diretor que os proíbem, porque gente para comprar apartamentos certamente não faltaria. Quem já passou o verão aqui sabe bem disso. Balneário Camboriú, 190km ao norte, local onde passei muitos verões na infância, ao contrário, é algo estapafúrdio, irresponsável ao extremo, exemplo de ocupação humana totalmente desconectada de tudo. Se passar por ali, nem entre.

A vista de nosso centro de operações, ou lar proviorio. Bucólico, não?

Voltando à Garopaba. Escolhemos a cidade como nossa primeira parada ou “centro de operações” por vários motivos estratégicos. A Lívia passará uns dois meses no Centro de Yoga Montanha Encantada, localizada em um bairro da cidade, realizando cursos de formação e aperfeiçoamento de Yoga. Ao mesmo tempo, em Santa Catarina temos o Paraná e o Rio Grande do Sul nos fazendo vizinhança. Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre estão num raio máximo de 400km de viagem. Ou seja, poderemos visitar estas regiões sem necessidade de levantar acampamento e fazer grandes movimentos logísticos até, pelo menos, o próximo semestre, quando pretendemos já ter mapeado bem a área.Aliás, falando do que realmente interessa, Garopaba nos surpreendeu positivamente no que tange produtos orgânicos. O Mercado do Produtor, atrás da rodoviária, só vende orgânicos locais, o preço não é nada mau e os produtos, quando aparecem, são de ótima qualidade. Temos feito ótimos sucos verdes. Certamente, faremos muitas visitas a produtores orgânicos aqui. Já temos um punhado de contatos na manga.

SukaWaka contemplando o mar, em frente ao setentaesete, local onde achamos um bom buffet vegetariano

Sabemos também de alguns projetos envolvendo permacultura bem interessantes, além de dispormos de um bom punhado de contatos de terapeutas crudívoros e ayurvédicos.

Para finalizar, as praias são realmente belas, em especial Gamboa, Ferrugem, Barra e as dunas do Siriú. Mas com o frio que anda fazendo neste fim de inverno, só mesmo curtindo a vista.

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