Publicado por: Thiago Césare | setembro 23, 2011

Curso com Ernst Götsch na Arca Verde

Garopaba (estreando minha cuia de mate) Quando fiz minha inscrição para o curso com o Ernst lá no Arca Verde, tinha três objetivos em mente: rever o professor (veja post anterior), conhecer pessoas que têm na prática agroflorestal um interesse comum e aprender a trabalhar em um contexto de Mata de Araucária, bioma tão diferente do Cerrado onde nasci e iniciei na agrofloresta.

Palestra inaugural em um dos yurts da Arca Verde

O Ernst estava lá com sua energia costumeira. A maioria dos participantes era nova na Ciência e o curso, do ponto de vista da aplicação de princípios, foi bem básico. As atividades se alternaram entre explanações teóricas, plantios, manejo de algumas bracatingas, árvore típica da mata de araucária, e uma noite de filosofia Ernstiana com o professor inspirado.

Conheci pessoas como a Andréia, médica e produtora orgânica de Caxias do Sul. Muito querida e engajada, me presenteou com uns áudios da Anna Primavesi, uma ótima aula sobre apicultura e contatos dos agrofloresteiros da Barra do Turvo, SP, e de Torres, RS, locais que definitivamente irei visitar. O Ramón, administrador e consultor ecológico, também enriqueceu muito o curso com sua disposição para o trabalho e sua experiência na área de empreendimentos sustentáveis. Foi legal também ver o Adolpho, estudante de biologia da PUC-RS e futuro botânico de mão cheia, se apaixonar pela agrofloresta e o professor Ernst. Mais um agrofloresteiro para o time!

Manejo em área degradada

Também pude me familiarizar um pouco mais com as espécies da mata de araucária. Como disse o Ernst, trata-se de um contexto com potencial menor para produção de diversidade de espécies de interesse agrícola (comparando-se com o Cerrado, a Amazônia, a Mata Atlântica, a Caatinga e as diferentes fisionomias desses biomas), mas é possível produzir e alcançar excedentes. Macieira, pereira, pessegueiro, amora de espinho, morango e fisális são algumas espécies aplicáveis no contexto da Arca Verde. Sem falar das madeiras, como a canela, o pinos e a própria araucária.

No final e no geral, a participação acrescentou bastante, além das novas amizades estabelecidas. Estou convencido que uma das principais funções desses cursos é unir interesses e interessados. Cabe a nós manter o intercâmbio de experiências e, aqui e ali, nos unirmos em mutirões para fazer as florestas acontecerem.

Gratidão ao professor Ernst, à família Arca Verde, às araucárias e ao chimarrão que foi fundamental para fazer o facão no friozinho do topo da serra gaúcha!

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