Publicado por: Thiago Césare | janeiro 14, 2012

A difícil arte de manter os pés e a cabeça no mesmo espaço-tempo

CURITIBA (welcome, 2012!) Então, 2012 chegou. Paira no ar a crença de se tratar de um ano especial, seja por leituras simbólicas, seja por eventos apocalípticos. Independentemente se seremos varridos por uma onda gigante ou testemunharemos a queda das instituições babilônicas e a ascenção de uma cultura de paz, fato é que a família Camiño Vivo já abraçou sua resolução para este ano: o Presente.

Se o passado já se foi e o futuro ainda não é, só nos resta mesmo o presente. A única realidade tangível de observação – e de ação – é o presente. Mas isso todos sabemos, não é mesmo? Here and now já é um clichê espiritual clássico.

Mas o que a gente não sabia era levar isso a sério. Como disse Osho, aquele que quiser fincar-se no presente não pode ser uma pessoa ambiciosa. Todo e qualquer projeto situado no futuro é um passo fora do presente, todo desejo de ser algo que não se é agora, idem.

Desde que começamos nossa viagem, fomos acometidos de uma ansiedade intensa acerca do que seremos e do que faremos. “E quando a Surya estiver em idade escolar?”, “e o que faremos quando chegarmos ao fim desta viagem?”, “como nos sustentaremos?”, etc e etc. Analisando bem de perto, pensar no futuro não tem nos ajudado a resolvê-lo. E de quebra tira nossa cabeça do que está diante e dentro de nós agora.

Pois então, neste ano de 2012, decidimos surfar esta imensa Teahupoo do Aqui e Agora. O que queremos e o que faremos no futuro são classes de pensamentos que daremos nosso melhor para não abraçar.

Tudo o que estamos fazendo, incluindo nossos estudos, pesquisas e práticas, a partir de agora, não têm para nós o objetivo de nos levar a algum lugar específico, senão pontes para estarmos no presente. Em 2012, não estarei cursando Gestão Ambiental ou minha pós em Agricultura Biodinâmica porque quero me qualificar como um consultor ou expandir meus conhecimentos ou o que quer que seja: apenas estou fazendo isso porque é o que estou fazendo no momento. A prática será converter a energia despendida em expectativas e projeções em presença e entrega ao momento. Só. Lívia está comigo. Sua prática de Yoga não servirá para mais nada além da simples prática.

Se houver alguma ambição em nossas atividades, que seja a ambição de experienciar os fenômenos desencadeados pelo viver pleno no presente, mas até disso precisaremos abrir mão.

Conheço, pessoal e indiretamente, algumas pessoas, os chamados mestres, que sei que adentraram os portais do presente. Nenhum deles saiu mais de lá (ou melhor, do aqui). Dizem que o Presente é um lugar onde todas as portas estão abertas.

2012 será nosso Presente.

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